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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Resenha do cap. 4 do livro: Filosofia e Educação

Tomás de Aquino – Filosofia e Pedagogia

Resumo do texto:

O pensamento de Tomás de Aquino, o mais importante pensador medieval, tem grande influência na pedagogia atual. Numa breve contextualização histórica, podemos ressaltar que após um período de escassez intelectual, no séc. XIII, acontece um tipo de renascimento cultural. Houve a queda do Império Romano no Ocidente e muitas invasões bárbaras, da qual podemos destacar, não somente o analfabetismo, mas o não registro gráfico de sua cultura, o que deixou a educação em condições precárias. Esta era a realidade da maior parte da Europa. No ano de 529, podemos destacar dois grandes marcos: O Imperador Justiniano fechou a Academia de Atenas (cultura pagã) e São Bento funda o Mosteiro do Monte Cassino. Esses dois acontecimentos inauguram a Idade Média, segundo alguns historiadores. O pouco conhecimento que restou no fim da Idade Média estava nos mosteiros beneditinos, pois, os bárbaros respeitavam os mosteiros como espaços sagrados. Assim, os mosteiros foram preservados e passaram a representar não só um espaço para orações e dedicação à vida devocional, mas um espaço de estudo, pesquisa, educação e cultura. Nos séculos XII e XIII acontecem mudanças importantes: há um processo de urbanização e as escolas monásticas são substituídas pelas escolas catedrais e universidades. Surgem as ordens mendicantes como a dos dominicanos – à qual Tomás de Aquino se filiará – e a dos franciscanos. Há uma redescoberta da filosofia aristotélica e das ciências. Diferente da Primeira Idade Média, onde o pensamento foi compilado com diversos resumos pelos padres por orientação de Boécio, o século XII oferece oportunidade de confecção de grandes sínteses pessoais, são as chamadas Sumas. É nesse momento que emerge o pensamento de Tomás de Aquino.
O entendimento religioso as época era de que o homem era formado de diferentes almas e o corpo era uma limitação para a elevação total do espírito. Tomás de Aquino entende que o homem é formado de alma e corpo e que este também precisa de tratamento, cuidado e preocupação. Chega a defender que o jejum que prejudica o corpo é pecado, pois este dever ser preservado. Nessa visão, o jejum não poderia enfraquecer a carne a ponto de impedir o homem naquilo que deve fazer, como por exemplo: impedir o professor de ensinar, o pregador de pregar ou o homem ser impedido de atender sexualmente a sua mulher. Tomás de Aquino escreve que é através do corpo que a alma adquire perfeição e conhecimento para alcançar a virtude e, assim, alcanças a sua finalidade. Ele discorre, também, sobre a prudência. Abrimos espaço para explicar que a prudência da qual fala Tomás de Aquino não se refere à prudência tal qual conhecemos hoje, pois houve alteração semântica. A prudência sobre a qual Tomás fala não é o “ficar em cima do muro”, mas a fazer escolhas com base apenas na realidade. Sob essa perspectiva, defende que, ao tomar uma decisão, o homem deve levar em conta apenas a realidade, o “aqui e agora”, deixando de lado interesses oportunistas, impulsos, temores, preconceitos, religião, etc.. A “reta razão aplicada ao agir” repetida por Tomás de Aquino é tomar a decisão certa. Tomás ressalta que, ao tomar uma decisão embasada no interesse de outrem, o que fazermos é buscar transferir a responsabilidade assim, não passamos de crianças dependentes das opiniões ou decisões alheias. Orienta que, ao levar em conta a realidade, não podem ser confeccionados manuais para a vida prática, pois estes não seriam aplicáveis a todas as situações encontradas. Ao decidir agir com prudência, o homem deve analisar cada momento a fim de tomar a decisão correta para a situação, assumindo eventuais consequências. Não há regra formal, existem critérios gerais, mas não formatações concretas. Tomás de Aquino coloca, também que, por não conhecermos corretamente as coisas, ficamos à mercê das incertezas. Nesse caso, é importante recorrer à memória do passado, examinar as circunstâncias e aconselhar-se (aconselhar-se a si mesmo e não tomar conselho de outro). A prudência coloca cada pessoa como protagonista da sua vida, somente ela é responsável por conhecer a realidade, tomar decisões e atingir seus objetivos. As tentativas de suprimir a prudência são, de maneira geral, com a intenção de retirar a personalidade, diminuir a confiança da pessoa a torná-la dependente.

Comentários:

É conhecido que a Igreja Católica monopolizou o conhecimento por muitos séculos mas, compreendendo o contexto histórico e social, podemos entender que foi por causa desse monopólio que ainda temos boa parte do conhecimento antigo, pois foram nos mosteiros que esses escritos foram preservados, traduzidos e estudados.

  Em relação ao entendimento de Tomás de Aquino sobre a relação espírito-matéria, podemos entender que é de grande importância para os tempos de hoje. Principalmente quando pensamos em educação, pois já temos perfeitamente enraizado o pensamento de que uma pessoa não consegue estudar se estiver com fome ou debilitada fisicamente. A alimentação escolar é extremamente importante para aumentar o rendimento dos alunos. A respeito das colocações em relação à prudência, entendemos ser de vital importância o estímulo à independência desde a educação infantil. Orientar para que as crianças comecem a tomar decisões cada vez menos contaminadas com preconceitos e concepções externar é formar as bases de uma sociedade consciente, crítica e ativa.

Brincadeiras pedagógicas na Educação Infantil - O feiticeiro e as estátuas


Brincadeira: O feiticeiro e as estátuas
Grupo: Maternal 2 (Faixa etária: 3 a 4 anos)
Área do conhecimento
Objetivos específicos
Habilidades e competências
Desenvolvimento
Avaliação
  • Corpo e movimento
  • Matemática
  • Explorar a expressão da linguagem corporal;
  • Estabelecer noções matemáticas do quotidiano em relações espaciais e
  • Incentivar a destreza progressiva no espaço ao andar, correr, pular, abaixar, engatinhar, etc..
  • Ouvir, compreender e executar comandos;
  • Deslocar-se no ambiente engatinhando, passando por baixo, abaixando e levantando;
  • Ampliar progressivamente a destreza para deslocar-se o espaço por meio de diversas possibilidades;
  • Reconhecer sentimentos de autoestima, respeito pelo outro e cooperação e
  • Perceber a necessidade de organização individual e coletiva (construção de regras) para o desenvolvimento dos jogos e brincadeiras.
Os alunos devem ficar em pé, dispersos na área determinada para a brincadeira. Um voluntário será o feiticeiro que perseguirá os demais. Ao sinal do educador, inicia-se a perseguição, aquele que for tocado ficará enfeitiçado (imóvel e com as pernas afastadas representando uma estátua. Os outros companheiros poderão passar por baixo das pernas das estátuas para salvá-las do feitiço. Depois de algum tempo o feiticeiro deverá ser substituído.
A avaliação deve ser concebida como um processo contínuo, no qual o desenvolvimento do aluno é focalizado em seus múltiplos aspectos.
Linguagem
  • Oral
    Material necessário
  • Nenhum
    Observações: A atividade deverá acontecer preferencialmente em local aberto (pátio). O jogo durará enquanto houver interesse do grupo.


Inatismo


Baseado na ideia de que a alma precede o corpo, Platão afirmou que aprender é relembrar, pois antes de encarnar, a alma teria acesso a determinados conhecimentos, dominando-os desde que nasce, esses saberes ficariam adormecidos até que fossem trazidos à tona e organizados com a ajuda de um educador. O estudante aprenderia por si mesmo. Platão defendia que essas habilidades seriam distribuídas por Deus e, por isso, não via possibilidade de mudança. Uns seriam feitos para governar, outros para auxiliar, outros para lavrar etc..
Segundo Leibniz, um dos filósofos defensores do inatismo, o maior argumento que baseia essa teoria seria a harmonia universal entre os homens. Já Locke, um dos críticos do inatismo, defende que tal harmonia se dá pela experiência, ou seja, acontece se for percebida pelos sentidos. Em sua defesa, Leibniz declarou que as experiências são importantes, mas para trazer à tona os saberes inatos já inerentes ao homem. Locke afirmava que a alma humana poderia ser comparada o uma lousa vazia, já Leibniz a comparava com uma pedra mármore, que possui veios nos quais já estariam impressos virtualmente traços daquilo que irá se tornar. A experiência assim faz do “mármore” efetivamente aquilo que ele já era virtualmente.
Partindo desse princípio, podemos refletir o motivo das ideias estarem na alma de forma seletiva. Para os teóricos do inatismo, o motivo seria a vontade de Deus e sua necessidade de fazer cumprir o seu propósito e são essas ideias que tornam o conhecimento do Ser divino possível. Porém, tais ideias nunca seriam conhecidas se não fosse a experiência, pois são os sentidos que as desperta. Para Leibniz, a moral seria impressa na alma humana antes da harmonia universal, segundo ele, a moral só pode ser algo que vem do interior do homem. Esta se depararia com as verdades necessárias e as decodificaria de algo confuso para algo que faria sentido para cada um. Para ele, a razão possui luz natural dada por Deus e é capaz de iluminar as ideias inatas na alma. O autor diferencia ainda a verdadeira moral (conhecida pela razão) da que é conhecida pelos sentimentos confusos da alma.
Essa teoria não tem muita aceitação na contemporaneidade, entretanto, na prática, há muito dela sendo utilizada. Vemos seu uso pelo lado bom, quando incentivamos os alunos a buscar respostas às suas dúvidas com independência, mas também o vemos pelo lado mau, quando justificamos que alguns dos nossos alunos não têm habilidade para aprender.


Referências:

O Inatismo de Lebniz e o fundamento da moral
Disponível em: <http://www.bjis.unesp.br/revistas/index.php/ric/article/view/112\> Acessado em 09 de março de 2016, às 13:28

Inatismo, empirismo e construtivismo: Três ideias sobre a aprendizagem Revista Escola Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/inatismo-empirismo construtivismo-tres-ideias-aprendizagem-608085.shtml> Acessado em: 09 de março de 2016, às 13:30

Fatos sociais

Fatos sociais são um fenômeno descrito e estudado por Émille Durkhein, um dos fundadores da sociologia moderna. Segundo ele, tais fatos seriam normas ou regras que regem atitudes em grupos sociais. Elas já existem quando um indivíduo chega ao grupo e, quando ele sair, provavelmente ainda existirá. Para ser caracterizado como fato social, deve apresentar três características:
  • Generalidade – é comum entre os membros do grupo.
  • Exterioridade – é externo ao indivíduo, existe independente de sua vontade.
  • Coercitividade – os indivíduos se sentem obrigados a seguir o comportamento estabelecido.
A coercitividade fica explícita quando falamos das punições que o indivíduo está sujeito. Essas punições podem ser legais (na forma da lei) ou espontâneas (observando a reação do grupo social ou sociedade diante de uma atitude que foge à regra).

Exemplos de fatos sociais:
  • Campanha contra o Bullying.1
Bullying é uma atitude violenta, que acontece com frequência no ambiente escolar, contra um ou mais indivíduos geralmente associada a preconceito e intolerância das mais diversas naturezas. Tal atitude não é bem vista nos ambientes escolar e empresarial, por exemplo. A luta e a recriminação dessas atitudes violentas se caracterizam um fato social.
  • Lei Nº 4.131/2008, do Distrito Federal.2
A lei proíbe o uso de celulares e aparelhos eletrônicos como MP3 players e videogames em salas de aula na rede pública e privada da Educação Básica em todo o território brasileiro. Tal proibição se dá com base nos argumentos de que tais aparelhos podem desviar a atenção e facilitar fraudes durante as aulas e avaliações.
  • Uso de uniforme nas unidades escolares.
Exigido na maior parte da rede de ensino, o uniforme tem diversas funções. Desde padronizar os alunos a fazer propaganda da escola, passando pela segurança (identificar o aluno da unidade, diferenciando de outro aluno). Trata-se de um fato social que a maioria de nós já introjetou de maneira natural.

Referências:
1Disponível em: <http://www.chegadebullying.com.br/> Acessado em 21 de março de 2016, às 19:46.

O impacto do Behaviorismo na educação

O Behaviorismo, ou psicologia comportamental, foi um movimento que teve destaque por se contrapôr à psicologia da mente. No séc. XIX, os psicólogos resolveram estudar a mente e se utilizaram da introspecção como metodologia. Na segunda metade desse mesmo século, surgiram críticas ao método e foi reforçada a ideia de entender a psicologia como a “ciência do comportamento”.1
Sob a perspectiva comportamental, muitos docentes se utilizam de metodologias coercitivas. As mais vistas nas salas de aula são ameaças e punições. Espera-se que com as ameaças e punições os alunos corrijam comportamentos indesejados. Na maioria das vezes, essas punições são através de perda de pontos, notas baixas e repetências. É comum que se entenda que os alunos aprenderão com as consequências de suas ações. Analisando o número crescente da evasão escolar, a indisciplina dos discentes e o aumento de doenças emocionais entre os professores, podemos perceber que essa metodologia não está surtindo efeito. Analisando o ambiente da Educação Infantil, onde esses recursos ainda têm algum efeito, podemos perceber o uso de “premiações” para os alunos que melhor se comportam ou que se destacam em seu aprendizado. Tais premiações são bem vistas quando não são pretexto para menosprezo e intimidação dos não premiados. Os alunos deviam buscar os prêmios sem se compararem uns com os outros, visando apenas a sua própria progressão, o que é quase impossível, visto que o próprio professor compara os resultados dos alunos. Assim, com a intenção de despertar interesse em alguns e gratificar outros, acaba por acirrar ou criar disputa, ou ainda, gerar constrangimento (o que passa a ser um inibidor do desenvolvimento).
O Behaviorismo associado à educação não apenas cria uma ambiente hostil para alunos e professores, mas coloca a responsabilidade do aprendizado totalmente sobre os ombros do aluno, enquanto ao professor, cabe o papel de transmitir conhecimento e controlar comportamentos. É preciso repensar a pedagogia vigente para que, em conjunto com outras ciências, possamos entender qual a melhor metodologia para cada grupo que se apresenta. Visto que os alunos são diferentes e têm peculiaridades, devemos estar atentos às discrepâncias e não nos satisfazer com a metodologia que “sempre funcionou”.

Referência:

1Behaviorismo Radical e Educação. Disponível em: <http://www.redepsi.com.br/2008/08/22/behaviorismo-radical-e-educa-o/>, Acessado em: 27 de maio de 2016, às 17h.

Os três tipos de aprendizagem

       A Didática envolve o ensino e a aprendizagem, pois um é o objetivo do outro. Serve para auxiliar o professor no ato de ensinar, coletando informações, analisando a forma de aprendizagem de seus alunos e formulando maneiras de ampliar suas experiências.
Os tipos de aprendizagem destacados por Pilletti são:

  1. Motora ou motriz – Simples habilidades motoras como andar de bicicleta, até habilidades verbais e gráficas como fala e escrita (Ex: Desenhar, andar e cortar.)
  2. Cognitiva – Informações e conhecimentos simples ou complexos (Ex: Habilidade para articular conhecimentos de forma organizada e sintetizada a fim de chegar a conclusões. Resolução de problemas matemáticos e discussões filosóficas.)
  3. Afetiva – Sentidos e emoções (Ex: Admiração, repulsa, medo, superação, identificação de frieza e aspereza.)

      Pilletti descreve a aprendizagem em três estágios: observação, análise e síntese. Destaca, também, que é importante diferenciar a aprendizagem espontânea da organizada. Ressalta, ainda, o papel de mediador do professor no processo ensino-aprendizagem.

Etapas do desenvolvimento infantil segundo Piaget

De acordo com a teoria de Piaget, o indivíduo aprende com os processos de assimilação e acomodação. Segundo essa teoria, quando a criança se depara com algo novo, é preciso que ela reorganize os conceitos já existentes para que o novo possa ser incorporado (assimilado). A essa reorganização, Piaget dá o nome de acomodação. Piaget separou o processo do desenvolvimento em estágios:

  • Estágio sensório-motor (0 a 2 anos)
    Início do desenvolvimento das coordenações motoras. A criança diferencia os objetos do seu próprio corpo. Seu pensamento está vinculado ao concreto. A criança desenvolve a noção de permanência do objeto, preferências afetivas e começa a compreender regras.
    • Estágio simbólico (2 a 7 anos)
    O pensamento da criança é centrado nela mesma (egocêntrico). Nessa fase, se apresenta a linguagem e a socialização (que acontece através da fala, desenhos e dramatizações). A criança desenvolve capacidade de compreensão moral, ou seja, começa a entender o que é certo e o que é errado.

    • Estágio conceptual (7 aos 11 anos)
    A criança ainda tem dificuldades de se colocar no lugar do outro. O pensamento predominante é centrado nas acomodações e assimilações. Inicia-se a capacidade de utilização da lógica, número, conservação de massa e noção de volume. Além de operações matemáticas, gramática, capacidade de compreender e se lembrar de fatos históricos e geográficos. A criança passa a ter capacidade de compreender seus próprios erros, passa a planejar suas ações, desenvolve coordenação de atividades, jogos em equipe e formação de turmas de amigos. Aflora o julgamento moral próprio que considera as intenções e não só o resultado, dá menos valor à opinião dos adultos.

    • Estágio das operações formais (11 anos até a idade adulta)

    Fase de transição na qual se criam ideias e hipóteses. A linguagem exerce papel fundamental para a comunicação. Fase em que é possível fazer abstrações matemáticas, formar conceitos abstratos, pode trabalhar com hipóteses impossíveis ou irreais. Pode refletir sobre existenciais, criticar valores morais e sociais e acontece o desenvolvimento da sexualidade.

    Fontes:
    As fases do desenvolvimento infantil segundo Jean Piaget: <http://www.mundinhodacrianca.net/2009/10/as-fases-do-desenvolvimento-infantil.html>

    Duas atividades de matemática para Ensino Fundamental baseadas no livro infantil Dorme, menino, dorme

    Atividade 1

    1º ano – Ensino Fundamental
    Objetivos
    Conteúdos
    Habilidades
    Desenvolvimento metodológico
    • Perceber a conservação de quantidade.
    • Registrar quantidades por meio da linguagem matemática1.
    Números naturais.
    • Reconhecer o número no contexto diário.
    • Comparar, ordenar e classificar objetos em diferentes categorias: tamanho, cor, forma, espessura, etc..
    • Identificar onde há mais, menos e igual quantidade em grupos distintos de objetos.
    • Agrupar quantidades utilizando materiais concretos diversos para dar suporte à contagem.
    • Utilizar diferentes estratégias para quantificar elementos de uma coleção: contagem, pareamento, estimativa e correspondência de agrupamentos.
    • Realizar diferentes agrupamentos relacionados à mesma quantidade.
    Método: Interativo.
    Estratégias:
    • 1º momento: leitura do livro Dorme, menino, dorme2.
    • 2º momento: solicitar aos alunos que contem quantos violinos aparecem na história, quantas velas a irmã do menino traz para ele, quantos pássaros aparecem na história e quantas pessoas vêm para ajudá-lo a se acalmar e dormir.
    • 3º momento: distribuir para a turma materiais concretos relacionados com o tema. Orientar para a inicial contagem dos objetos separados em suas categorias. Orientar o registro das quantidades relacionadas a cada grupo (iniciando o registro no quadro e auxiliando o registro nos cadernos). Iniciar comparação entre os grupos existentes a fim de identificar qual o grupo que tem maior quantidade de objetos, qual tem o menor e quais grupos possuem iguais quantidades de objetos. Sugerir que eles criem classificações para novos grupos e façam suas próprias comparações.
    Recursos:
    • O livro Dorme, menino, dorme.
    • Objetos materiais concretos relacionados com o tema do livro. (Ex: velas, retalhos de tecido, instrumentos musicais em E.V.A., flores, vacas e pássaros de brinquedo.)
    • Quadro branco, marcador e apagador para quadro branco.
    • Caderno e lápis ou caneta para anotação dos alunos.
    Avaliação: A avaliação do segundo momento será feita pelo professor ao identificar que os alunos conseguem acompanhar a contagem e perceber a conservação numérica. Será verificado se os alunos compreendem que, ao virar a página e não verem mais as imagens, estas ainda permanecem na contagem.
    A avaliação do terceiro momento será feita pelo professor ao identificar que os alunos conseguem realizar os agrupamentos e relacionar as quantidades, assim como registrar corretamente os valores em seus cadernos e no quadro branco. Também será avaliada a capacidade de identificação de características comuns nos objetos e a formação de conjuntos.

    Atividade 2

    1º ano – Ensino Fundamental
    Objetivos
    Conteúdos
    Habilidades
    Desenvolvimento metodológico
    Reconhecer os significados das operações de adição e subtração.
    Adição e subtração de números naturais.
    • Resolver situações problemas que envolvem os significados da adição (juntar e acrescentar) e da subtração (retirar, completar e comparar).
    • Utilizar diferentes estratégias para determinar o resultado de adições com soma até 49 e subtrações com minuendo até 49 , sem trocas (reserva ou recurso).
    • Reconhecer que uma mesma operação está relacionada a diferentes problemas e que um mesmo problema pode ser resolvido por diferentes operações.
    Método: Interativo.
    Estratégias:
    • 1º momento: leitura do livro Dorme, menino, dorme.
    • 2º momento: distribuir os objetos concretos. Propôr, no quadro branco, cálculos de adição e subtração. Orientar os alunos à resolução desses cálculos utilizando os materiais concretos, conduzindo-os às soluções dos problemas apresentados.
    • 3º momento: orientar na criação de uma história tendo como base cálculos de adição e subtração que a turma solucionou.
    • 4º momento: transferir a história para o papel pardo, confeccionar imagens que ilustrem a história e colocar exposto em local visível para as outras turmas da escola.
    Recursos:
    • O livro Dorme, menino, dorme.
    • Objetos materiais concretos relacionados com o tema do livro. (Ex: velas, retalhos de tecido, instrumentos musicais em E.V.A., flores, vacas e pássaros de brinquedo.)
    • Quadro branco, marcador e apagador para quadro branco.
    • Caderno e lápis ou caneta para anotação dos alunos.
    • Papel pardo, folhas de papel A4, lápis de cor, canetas hidrocor e/ou giz de cera, tesoura e cola.
    Avaliação: A avaliação do segundo momento será feita pelo professor com base no nível de dificuldade enfrentado pelos alunos na resolução dos problemas apresentados.
    A avaliação do terceiro e do quarto momentos será com base na interação dos alunos nos momentos da criação e da transferência da história para a folha de papel pardo.

    1Orientações Curriculares do 1º ao 9º ano – Matemática – SME – RJ. Disponível em: <http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/4246635/4104937/MAT_Orientacoes_2013.pdf> Acesso às 12:11 de 02 de maio de 2016. (Referência para os Objetivos, Conteúdos e Habilidades das páginas 1, 2 e 3.)

    2Dorme, menino, dorme. Herrera, Laura. São Paulo: Livros da Matriz, 2015.

    Duas estratégias de produção de texto para o Ensino Fundamental

    Estratégia 1 – Bilhete
    1º/2º Ano

    • Apresentação / Contextualização
    Apresentar para os alunos diversos exemplos de bilhetes e explicar seus contextos. Apresentar a estrutura simples e elementos essenciais: data, pessoa a que se destina, mensagem, despedida e identificação do emissor.
    • Produção
    Propôr aos alunos a seguinte situação: Supondo que você é o professor e gostaria de convidar os pais dos alunos para uma reunião no dia 15/07 às 14h, na escola. Escreva o bilhete que enviará na agenda dos alunos.

    Estratégia 2 – Blog
    5º/6º Ano

    • Apresentação / Contextualização
    A aula deverá ser executada no laboratório de Informática. Apresentação da linguagem verbal blog aos alunos através de sites previamente selecionados pelo professor. Contextualização dos temas utilizados para a montagem de blogs existentes: diário pessoal, receitas, política, notícias regionais, televisão, cuidados pessoais, conteúdo humorístico, etc..
    • Produção
    Orientar os alunos a acessar o site do Blogspot e criar um blog conjunto da turma. Todas as postagens deverão ser relacionadas à escola. Durante o processo, deverão:

    •   Escolher o endereço;
    • Definir o design da página;
    • Dividir as equipes de trabalho;
    • Desenvolver o conteúdo das matérias e
    • Alimentá-lo periodicamente.

    Análise do filme O Nome da Rosa sob a ótica da Filosofia e da Sociologia da Educação

    Contextualização histórica:
    O filme se passa durante a Baixa Idade Média num mosteiro beneditino na Itália. Durante a Baixa Idade Média, houve a decadência do feudalismo e a instalação do capitalismo. Isso deu origem a mudanças nos contextos econômico, social, político e religioso. Na cultura, pode-se destacar a ascensão do Renascimento, trazendo consigo pensamentos antropocêntricos em resposta ao teocentrismo e aos dogmas medievais sustentados pela Igreja.1

    Filosofia:
    O filme pode ser entendido como tendo um caráter filosófico/metafísico de busca da verdade, explicação e solução de um mistério através de um novo método de investigação. No filme, o frade franciscano busca a resposta para as mortes misteriosas através de um método empírico e analítico que vai contra o método de investigação da Inquisição (tortura). Santo Agostinho, em suas teses, defende que deve-se buscar das obras filosóficas pagãs gregas apenas aquilo que não fosse conflitante com a fé cristã. A biblioteca do mosteiro tem obras que conflitam com a doutrina, por isso, precisa ser mantida em segredo e o acesso aos livros gregos, controlado. Um dos personagens chega a dizer que a comédia pode fazer com que as pessoas percam o temor a Deus, desmoronaria, portanto, esse mundo.

    Sociologia:
    Em Sociologia, estudamos que a coerção social é a forma pela qual a sociedade inclui os valores do grupo na mente dos seus participantes. É uma forma de controle social usada para a manutenção do poder vigente. Sabemos, pelos estudos de Artes, que a finalidade da comédia, além do entretenimento, é elaborar situações absurdas a fim de questionar/criticar figuras do poder (religiosos, governantes e costumes da sociedade). Com isso, podemos avaliar que o maior temor da Igreja não era a ira divina, mas a democratização do conhecimento (que leva a reflexão e questionamentos). Para exercer a coerção social, a Igreja usava só dogmas religiosos, as penitências, ameaças de castigos divinos, prisão, tortura e a condenação à morte.2

    Referências:
    1O Nome da Rosa: <http://www.coladaweb.com/resumos/o-nome-da-rosa>

    2O Nome da Rosa: <http://sociologiacemtn.blogspot.com.br/2011/08/o-nome-da-rosa.html>

    A importância da educação jesuítica para o Brasil

    Criação da Companhia de jesus e chegada ao Brasil
    A Companhia de Jesus foi criada em 1534, durante a Contrarreforma e chegou ao Brasil em 1540. A pedagogia trazida com eles estava de acordo com a Portuguesa, com sua visão de mundo e tinha como objetivo a catequização indígena. Ocorreu juntamente com esse processo, a imposição da cultura europeia. Assim os jesuítas criaram o ensino no Brasil, eles foram expulsos pelo Marquês de Pombal em 1759, o que deixou um vazio educacional.

    A educação na colônia
    A colonização aconteceu juntamente com a educação jesuítica. As crianças indígenas estudavam junto com os filhos de portugueses nascidos em terra brasilis, essas aprenderam a língua indígena e tiveram papel fundamental na catequização dos índios, por terem mais facilidade na comunicação. No século XVII, a obra missionária foi sendo substituída pela intenção de educacional, quando foram criados os colégios, inicialmente na Bahia e depois em outros estados. Para sustentar os colégios, os padres precisaram adquirir escravos, terras, gado etc.. Os interesses da Companhia de jesus andavam juntamente com os interesses da Coroa e, com isso, os jesuítas tomaram força.

    Método pedagógico
    A vida escolar era dividida em duas partes principais:

    Studia inferiora (grau médio)
    Studia superiora (Ensino superior)
    Letras humanas
    Filosofia e ciências
    Teologia e ciências sagradas
    3 anos de duração
    3 anos de duração
    4 anos de duração
    • Literatura greco-latina
    • gramática
    • humanidades
    • retórica
    • Curso de artes
    • lógica
    • introdução às ciências
    • cosmológica
    • psicologia
    • física (aristotélica)
    • metafísica
    • filosofia moral
    Formação de padre

    Pode-se destacar como características principais do método pedagógico dos jesuítas:
    • Escuta em latim até a Era moderna, uso como língua universal;
    • Didática: repetição dos exercícios para facilitar a memorização;
    • Decurião (monitor) – responsável por 9 colegas;
    • Sabatina – sábado as classes inferiores repetiam as lições da semana toda;
    • Torneios de erudição – classes mais adiantadas;
    • Emulação (simulação) – estímulo à competição entre os indivíduos e as classes;
    • Peças de teatro // ambiente recreativo;
    • Férias curtas (Internato e e Extrernato)
    • Castigos físicos pouco utilizados.

    Legado deixado pelos jesuítas
    Durante dos anos que a ordem religiosa atuou, aconteceram muitas reflexões, aprimoramento, adequação e respostas às demandas apresentadas pela sociedade. Seguem alguns exemplos do legado deixado pela Companhia de Jesus no Brasil:

    • Alimentação – Uma criança mal alimentada tem dificuldades de se desenvolver cognitivamente;
    • Assistência médica – Vínculo entre saúde e escola;
    • Avaliação do desempenho escolar – Dar subsídio ao professor para decisões sobre recursos educacionais para tornar o ensino mais efetivo;
    • Biblioteca – A criança deve tomar conhecimento dos livros e despertar interesse por eles;
    • Ciclo – O aluno cumpria uma disciplina, ao final desta, poderia fazer outra. Poderia ter acesso a mais de uma disciplina por ano;
    • EJA – O acesso à educação seria estendido e facilitado aos trabalhadores através de um ensino noturno acelerado (o que permitia a conciliação com os turnos de trabalho);
    • Estudo da clientela – Levantamento social e econômico das famílias para definir um PPP mais efetivo e adequado às necessidades;
    • Histórico escolar – Um registro que acompanha o desempenho do aluno em sua progressão escolar e também serve para que o professor aprimore suas técnicas pedagógicas;
    • Horário – Educação em tempo integral para que as crianças pudessem ter tempo de assimilar o conteúdo com calma;
    • Internatos e externatos – Atendendo à demanda de alunos que vinham de regiões distantes da unidade escolar, foram criados os internatos que permitiam que o aluno permanecesse na escola durante a semana e fosse visitar a família nos fins de semana;
    • Material didático – Os livros dos jesuítas vinham de Portugal. Era uma forma de criar parâmetros para cada ciclo de ensino
    • Matrícula – Não era cobrada. Os jesuítas aceitavam todos os que tivessem interesse em aprender;
    • Padronização (uniforme) – O uso do uniforme era uma forma de colocar todos os alunos no mesmo nível;
    • Projeto político pedagógico – foi iniciado pelos Jesuítas;
    • Progressão/aprovação – Cada instituição definia quais seriam as formas de avaliação. As aprovações e reprovações aconteciam da forma que acontecem hoje. Os alunos aprovados seguiam para outro nível de estudo e os reprovados, eram os que não tinham condições de prosseguir, teriam que refazer o nível anterior;
    • Seriação – As disciplinas eram distribuídas em séries;
    • Sistematização do ensino – Aprimoramento do método de ensino a partir da reflexão das lições aprendidas;
    • Música e dança – A música e a dança (incluindo o balé) eram valorizados no ensino como forma de aprimoramento do corpo, percepção sensorial, sociabilização, equilíbrio destreza raciocínio lógico etc.;
    • Jogo – Após as aulas de música e dança, os alunos eram direcionados ao jogo com fim em si mesmo, para acompanhamento de tensão e alegria, sendo considerado essencial para a vida cotidiana;
    • Teatro – A atividade teatral visa ampliar instrumentos de utilização de outras disciplinas como criatividade, consciência corporal, autoconhecimento, crítica, cidadania, política, construção intelectual etc.;
    • Leitura de textos – A leitura de textos em sala era uma prática constante. Os professores indicavam livros a serem trabalhados;
    • Memorização – Era um recurso escolar para a aprendizagem.

    Referências:

    Disponível em : <http://www.serie-estudos.ucdb.br/index.php/serie-estudos/article/viewFile/579/468>, Acessado em: 07 de março de 2016, às 19:16.