quinta-feira, 7 de julho de 2016

Ponto, linhas, movimento e Grafismo

Ponto, linhas e movimento

O ponto é o menor elemento visual que podemos encontrar. A linha é formada pela sequência de pontos muito próximos. Ela constitui um dos elementos mais importantes da linguagem visual.
As linhas possuem várias características. Podem ser fracas, fortes, redondas, retas, curvas, coloridas, contínuas, etc.. Cada tipo de linha ou conjunto dela nos traz uma informação, delimita fronteiras, dá noção de profundidade e provoca diversas sensações.
A linha reta é firme, estável e nos passa a sensação de segurança e solidez. Quando é apresentada na forma horizontal, pode passar a a ideia de quietude, quando na vertical, pode sugerir elevação espiritual. A espiral é envolvente, sinuosa e suave. Pode transmitir a sensação de sonho e movimento ritmado. A curva dá a impressão de dinamismo e a poligonal tende a ser entendida como agressiva.

Com base nas informações acima, expresse em apenas uma linha os seus sentimentos no momento.

Grafismo

Podemos classificar como grafismo a arte que prioriza as formas, cores e detalhes. Nesse tipo de representação, a figura é deixada de lado. Isso significa que não veremos figuras representadas como o sol, uma casa, etc., mas veremos sequências de linhas retas ou curvas claramente definidas e muito bem executadas. O elemento principal dessa técnica é a linha em suas mais variadas formas, que se repete proporcionalmente para formar um padrão que confere ritmo e equilíbrio ao desenho. Podemos encontrar o grafismo na cultura indígena e africana, na moda, na fotografia, etc..
O grafismo na cultura indígena tem relação direta com a natureza na construção de seus desenhos. A técnica é usada na pintura corporal, na confecção de utensílios ou adornos. Cada tribo desenvolve seu padrão e, através dele, retrata sua cultura.

 Na fotografia, o grafismo é usado para compor imagens geométricas com fundo absolutamente estético. São as fotos que apresentam detalhes arquitetônicos de construções, objetos coloridos ou situações em que a forma é mais importante que o conteúdo.

Barroco

O estilo Barroco surgiu no fim do séc. XVII, na Itália e teve seu auge no séc. XVIII, depois se espalhou por países da Europa e América Latina. Se manifestou na pintura, escultura, arquitetura, literatura e teatro. A arte barroca é sucessora do estilo renascentista, mas seu nome significa absurdo ou grotesco (foi uma tentativa de ridicularizar o estilo, já que não se prendia às regras do estilo clássico).
Após a Reforma protestante e a Contrarreforma, a Igreja Católica perdeu força e apoio na difusão de ideias teocentristas. O Barroco surgiu no meio de uma crise política e religiosa. A intenção da Igreja era reforçar o poder e a soberania dos valores católicos. Vale lembrar que, na época, a Igreja controlava a religião e a política, assim, reafirmar seus ensinamentos era se reafirmar no poder político e controle financeiro.

As características da arte barroca são: muitos detalhes, valorização do contraste entre luz e sombra, alta carga dramática e emocional. Na escultura, evidencia principalmente a dramaticidade e a teatralidade das expressões, além do movimento e exuberância das formas. Na arquitetura, utilizou elementos para dar a impressão de dinamismo, esplendor e grandiosidade tanto nas fachadas quanto no interior. No Brasil, o Barroco se difundiu no período colonial e serviu para facilitar o doutrinamento católico além de decorar as igrejas.

Mosaico

Artista: Criar é a sua atividade principal. Se utiliza de técnicas variadas, mas suas criações acontecem, inicialmente no intelecto.
Artesão: Produzir é sua atividade principal. Ele também cria, aperfeiçoa técnicas e desenvolve produtos de qualidade. Todo o seu material é feito à mão.

Mosaico

Chamamos de mosaico a técnica de juntar pequenas peças coloridas e prendê-las numa superfície a fim de formar imagens. Essas peças podem ser pedaços de pedras, azulejos, vidros e outros materiais. Já as superfícies podem ser fixas ou móveis. Essa técnica já é conhecida há milênios, pois por volta de 7 mil anos atrás, os sumérios, no Oriente já revestiam pilastras com cones de argila colorida fixadas em massa. Gregos e romanos também usavam essa técnica para decorar pisos e paredes nas construções. Essa técnica pode ser usada como expressão artística, no artesanato e na decoração.

Escadaria Selarón


  Idealizada pelo artista chileno Jorge Selarón e assistentes que variam constantemente, a escadaria vai da Rua Joaquim Silva até o interior de Santa Teresa. Graças a 20 anos de dedicação do artista e admiradores, a escadaria recebe azulejos de todas as partes do mundo para a composição da obra. Os azulejos antigos são destruídos e substituídos por novos, o que faz com que a obra esteja em constante variação. Vários vídeo clips foram gravados lá, o que tornou a escadaria conhecida internacionalmente.   

Biografias: Picasso, Monet. Tarsila e Munch

Pablo Picasso
Biografia:
Pablo Picasso, grande ícone da pintura contemporânea, era filho de um professor de Desenho e Pintura. Nasceu na Espanha, em 1881, mudou-se jovem para Barcelona, onde estudou Belas Artes e pintou seus primeiros quadros. No início do séc. XX, foi para Paris e recebeu a influência de Gauguin e Toulouse-Lautec. Nesse período, produziu obras com tema popular (período azul) e centradas na temática do circo (período rosa). Em 1907, deu início ao período cubista (período pelo qual o artista é mais conhecido). Nesse momento, rompeu com a profundidade espacial representando vários planos simultaneamente.
Em 1912, interessou-se pela técnica de colagem. Após passar pela fase realista e sofrer influência surrealista, viu uma guerra civil que gerou grandes marcas na população. Sobre esse momento, Picasso pintou Guernica (seu quadro mais famoso).
Guernica:
Na segunda-feira, 26 de abril de 1937, Guernica começava a semana com a tradicional feira livre na praça principal. Às 16h30min, após o aviso dos sinos da igreja, a cidade foi bombardeada com uma técnica que seria amplamente explorada posteriormente durante a Segunda Guerra Mundial. Esse bombardeio aconteceu durante uma guerra civil deflagrada após uma tentativa de golpe militar.

Claude Oscar Monet
Biografia:
Em 1840, nasce Monet, na França. Quando criança, gostava muito de desenhar, fazia caricaturas de seus professores e era considerado por seus pais um menino indisciplinado. Durante a adolescência já ganhava dinheiro com seus desenhos, conheceu o pintor Boudin e se tornaram amigos. Boudin o incentivou a pintar e ensinou técnicas de pintura ao ar livre. Após fortalecer a ideia de ser pintor, mudou-se para Paris, matriculou-se na Académie Suisse, onde conheceu Picasso e Courbet (ambos em início de carreira).
Monet é considerado um impressionista puro. Em 1892, alugou uma casa na França e passou a cuidar de jardins, também. Voltou a retratar paisagens. Sua maior inspiração era seu próprio jardim. Em 1823, após a operação de catarata e quase cego, passa a usar óculos e suas obras passam a ser cada vez mais abstratas e solitárias. Monet morreu em 5 de dezembro de 1926.

Tarsila do Amaral
Biografia:
Tarsila do Amaral nasceu em 1º de setembro de 1886, no interior de São Paulo. Tarsila era filha de fazendeiro e passou a infância com os pais. Estudou em São Paulo e depois em Barcelona, na Espanha, onde fez seu primeiro quadro (Sagrado Coração de Jesus – 1904). De volta ao Brasil, casou-se com André Teixeira Pinto e teve sua única filha, Dulce. Separaram-se anos mais tarde e Tarsila começou a estudar arte. Estudou escultura com Zadig, desenho e pintura com Pedro Alexandrino, quando conheceu Anita Malfatti. Foi a Paris em 1920 estudar na Académie Julien, voltando em 1922 para a Semana de Arte Moderna a convite de Anita Malfatti. De volta ao Brasil, formou o grupo dos cinco com Anita, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti Del Picchia. Tarsila morreu em janeiro de 1973.

Edvard Munch
Biografia:
Edvard Munch nasceu em Löten (Noruega), em 12 de dezembro de 1863. Estudou arte em Oslo, começou a pintar em 1880, primeiro retratos, depois quadros naturalistas. Morou na Alemanha e na Itália, voltando à Noruega apenas após 18 anos. Em Paris conheceu Toulouse-Lautec e Gauguin, de quem recebeu influência.

  Em 1910, na Noruega, passou a pintar com estilo menos vigoroso e cores claras. A maior parte de suas obras, incluindo as litografias e xilogravuras, podem ser vistas no museu em Oslo, que recebeu seu nome. Munch morreu em 23 de janeiro de 1946, numa cidade próxima a Oslo.

Resenha do cap. 4 do livro: Filosofia e Educação

Tomás de Aquino – Filosofia e Pedagogia

Resumo do texto:

O pensamento de Tomás de Aquino, o mais importante pensador medieval, tem grande influência na pedagogia atual. Numa breve contextualização histórica, podemos ressaltar que após um período de escassez intelectual, no séc. XIII, acontece um tipo de renascimento cultural. Houve a queda do Império Romano no Ocidente e muitas invasões bárbaras, da qual podemos destacar, não somente o analfabetismo, mas o não registro gráfico de sua cultura, o que deixou a educação em condições precárias. Esta era a realidade da maior parte da Europa. No ano de 529, podemos destacar dois grandes marcos: O Imperador Justiniano fechou a Academia de Atenas (cultura pagã) e São Bento funda o Mosteiro do Monte Cassino. Esses dois acontecimentos inauguram a Idade Média, segundo alguns historiadores. O pouco conhecimento que restou no fim da Idade Média estava nos mosteiros beneditinos, pois, os bárbaros respeitavam os mosteiros como espaços sagrados. Assim, os mosteiros foram preservados e passaram a representar não só um espaço para orações e dedicação à vida devocional, mas um espaço de estudo, pesquisa, educação e cultura. Nos séculos XII e XIII acontecem mudanças importantes: há um processo de urbanização e as escolas monásticas são substituídas pelas escolas catedrais e universidades. Surgem as ordens mendicantes como a dos dominicanos – à qual Tomás de Aquino se filiará – e a dos franciscanos. Há uma redescoberta da filosofia aristotélica e das ciências. Diferente da Primeira Idade Média, onde o pensamento foi compilado com diversos resumos pelos padres por orientação de Boécio, o século XII oferece oportunidade de confecção de grandes sínteses pessoais, são as chamadas Sumas. É nesse momento que emerge o pensamento de Tomás de Aquino.
O entendimento religioso as época era de que o homem era formado de diferentes almas e o corpo era uma limitação para a elevação total do espírito. Tomás de Aquino entende que o homem é formado de alma e corpo e que este também precisa de tratamento, cuidado e preocupação. Chega a defender que o jejum que prejudica o corpo é pecado, pois este dever ser preservado. Nessa visão, o jejum não poderia enfraquecer a carne a ponto de impedir o homem naquilo que deve fazer, como por exemplo: impedir o professor de ensinar, o pregador de pregar ou o homem ser impedido de atender sexualmente a sua mulher. Tomás de Aquino escreve que é através do corpo que a alma adquire perfeição e conhecimento para alcançar a virtude e, assim, alcanças a sua finalidade. Ele discorre, também, sobre a prudência. Abrimos espaço para explicar que a prudência da qual fala Tomás de Aquino não se refere à prudência tal qual conhecemos hoje, pois houve alteração semântica. A prudência sobre a qual Tomás fala não é o “ficar em cima do muro”, mas a fazer escolhas com base apenas na realidade. Sob essa perspectiva, defende que, ao tomar uma decisão, o homem deve levar em conta apenas a realidade, o “aqui e agora”, deixando de lado interesses oportunistas, impulsos, temores, preconceitos, religião, etc.. A “reta razão aplicada ao agir” repetida por Tomás de Aquino é tomar a decisão certa. Tomás ressalta que, ao tomar uma decisão embasada no interesse de outrem, o que fazermos é buscar transferir a responsabilidade assim, não passamos de crianças dependentes das opiniões ou decisões alheias. Orienta que, ao levar em conta a realidade, não podem ser confeccionados manuais para a vida prática, pois estes não seriam aplicáveis a todas as situações encontradas. Ao decidir agir com prudência, o homem deve analisar cada momento a fim de tomar a decisão correta para a situação, assumindo eventuais consequências. Não há regra formal, existem critérios gerais, mas não formatações concretas. Tomás de Aquino coloca, também que, por não conhecermos corretamente as coisas, ficamos à mercê das incertezas. Nesse caso, é importante recorrer à memória do passado, examinar as circunstâncias e aconselhar-se (aconselhar-se a si mesmo e não tomar conselho de outro). A prudência coloca cada pessoa como protagonista da sua vida, somente ela é responsável por conhecer a realidade, tomar decisões e atingir seus objetivos. As tentativas de suprimir a prudência são, de maneira geral, com a intenção de retirar a personalidade, diminuir a confiança da pessoa a torná-la dependente.

Comentários:

É conhecido que a Igreja Católica monopolizou o conhecimento por muitos séculos mas, compreendendo o contexto histórico e social, podemos entender que foi por causa desse monopólio que ainda temos boa parte do conhecimento antigo, pois foram nos mosteiros que esses escritos foram preservados, traduzidos e estudados.

  Em relação ao entendimento de Tomás de Aquino sobre a relação espírito-matéria, podemos entender que é de grande importância para os tempos de hoje. Principalmente quando pensamos em educação, pois já temos perfeitamente enraizado o pensamento de que uma pessoa não consegue estudar se estiver com fome ou debilitada fisicamente. A alimentação escolar é extremamente importante para aumentar o rendimento dos alunos. A respeito das colocações em relação à prudência, entendemos ser de vital importância o estímulo à independência desde a educação infantil. Orientar para que as crianças comecem a tomar decisões cada vez menos contaminadas com preconceitos e concepções externar é formar as bases de uma sociedade consciente, crítica e ativa.

Brincadeiras pedagógicas na Educação Infantil - O feiticeiro e as estátuas


Brincadeira: O feiticeiro e as estátuas
Grupo: Maternal 2 (Faixa etária: 3 a 4 anos)
Área do conhecimento
Objetivos específicos
Habilidades e competências
Desenvolvimento
Avaliação
  • Corpo e movimento
  • Matemática
  • Explorar a expressão da linguagem corporal;
  • Estabelecer noções matemáticas do quotidiano em relações espaciais e
  • Incentivar a destreza progressiva no espaço ao andar, correr, pular, abaixar, engatinhar, etc..
  • Ouvir, compreender e executar comandos;
  • Deslocar-se no ambiente engatinhando, passando por baixo, abaixando e levantando;
  • Ampliar progressivamente a destreza para deslocar-se o espaço por meio de diversas possibilidades;
  • Reconhecer sentimentos de autoestima, respeito pelo outro e cooperação e
  • Perceber a necessidade de organização individual e coletiva (construção de regras) para o desenvolvimento dos jogos e brincadeiras.
Os alunos devem ficar em pé, dispersos na área determinada para a brincadeira. Um voluntário será o feiticeiro que perseguirá os demais. Ao sinal do educador, inicia-se a perseguição, aquele que for tocado ficará enfeitiçado (imóvel e com as pernas afastadas representando uma estátua. Os outros companheiros poderão passar por baixo das pernas das estátuas para salvá-las do feitiço. Depois de algum tempo o feiticeiro deverá ser substituído.
A avaliação deve ser concebida como um processo contínuo, no qual o desenvolvimento do aluno é focalizado em seus múltiplos aspectos.
Linguagem
  • Oral
    Material necessário
  • Nenhum
    Observações: A atividade deverá acontecer preferencialmente em local aberto (pátio). O jogo durará enquanto houver interesse do grupo.


Inatismo


Baseado na ideia de que a alma precede o corpo, Platão afirmou que aprender é relembrar, pois antes de encarnar, a alma teria acesso a determinados conhecimentos, dominando-os desde que nasce, esses saberes ficariam adormecidos até que fossem trazidos à tona e organizados com a ajuda de um educador. O estudante aprenderia por si mesmo. Platão defendia que essas habilidades seriam distribuídas por Deus e, por isso, não via possibilidade de mudança. Uns seriam feitos para governar, outros para auxiliar, outros para lavrar etc..
Segundo Leibniz, um dos filósofos defensores do inatismo, o maior argumento que baseia essa teoria seria a harmonia universal entre os homens. Já Locke, um dos críticos do inatismo, defende que tal harmonia se dá pela experiência, ou seja, acontece se for percebida pelos sentidos. Em sua defesa, Leibniz declarou que as experiências são importantes, mas para trazer à tona os saberes inatos já inerentes ao homem. Locke afirmava que a alma humana poderia ser comparada o uma lousa vazia, já Leibniz a comparava com uma pedra mármore, que possui veios nos quais já estariam impressos virtualmente traços daquilo que irá se tornar. A experiência assim faz do “mármore” efetivamente aquilo que ele já era virtualmente.
Partindo desse princípio, podemos refletir o motivo das ideias estarem na alma de forma seletiva. Para os teóricos do inatismo, o motivo seria a vontade de Deus e sua necessidade de fazer cumprir o seu propósito e são essas ideias que tornam o conhecimento do Ser divino possível. Porém, tais ideias nunca seriam conhecidas se não fosse a experiência, pois são os sentidos que as desperta. Para Leibniz, a moral seria impressa na alma humana antes da harmonia universal, segundo ele, a moral só pode ser algo que vem do interior do homem. Esta se depararia com as verdades necessárias e as decodificaria de algo confuso para algo que faria sentido para cada um. Para ele, a razão possui luz natural dada por Deus e é capaz de iluminar as ideias inatas na alma. O autor diferencia ainda a verdadeira moral (conhecida pela razão) da que é conhecida pelos sentimentos confusos da alma.
Essa teoria não tem muita aceitação na contemporaneidade, entretanto, na prática, há muito dela sendo utilizada. Vemos seu uso pelo lado bom, quando incentivamos os alunos a buscar respostas às suas dúvidas com independência, mas também o vemos pelo lado mau, quando justificamos que alguns dos nossos alunos não têm habilidade para aprender.


Referências:

O Inatismo de Lebniz e o fundamento da moral
Disponível em: <http://www.bjis.unesp.br/revistas/index.php/ric/article/view/112\> Acessado em 09 de março de 2016, às 13:28

Inatismo, empirismo e construtivismo: Três ideias sobre a aprendizagem Revista Escola Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/inatismo-empirismo construtivismo-tres-ideias-aprendizagem-608085.shtml> Acessado em: 09 de março de 2016, às 13:30